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Deficiência Intelectual

O que é a deficiência intelectual? 

“Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade, em igualdade de condições com as demais pessoas.”

Assim, define a Convenção Internacional Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas, aprovada no Brasil com status de emenda constitucional, que foi fruto do consenso de diversos países pelo mundo.

A definição da American Association on Intellectual and Developmental Disabilities-AAIDD, corrobora com a apresentada pela Convenção, fazendo o recorte e aprofundamento da deficiência intelectual.

“É a deficiência caracterizada por limitações no funcionamento intelectual e no comportamento adaptativo, que envolve habilidades conceituais, sociais e práticas. Essa deficiência origina-se antes dos 18 anos de idade.” Algumas premissas estão na base da definição oficial da AAIDD:

a) as limitações no funcionamento individual devem ser consideradas nos contextos comunitários típicos da faixa etária e da cultura da pessoa;

b) a avaliação da deficiência intelectual deve considerar a diversidade linguística

e cultural, além dos fatores comunicativos, sensoriais e motores da pessoa;

c) limitações coexistem com capacidades;

d) as limitações são identificadas objetivando a oferta de apoios necessários;

e) os apoios têm efeito positivo no funcionamento da pessoa com deficiência intelectual, considerando sua aplicação nos aspectos, intensidade e duração necessários.


O que é o autismo?

O autismo, ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta principalmente a comunicação, a interação social e o comportamento. Ele se manifesta desde a infância e acompanha a pessoa por toda a vida.

O autismo se apresenta de formas diferentes em cada pessoa. Algumas precisam de mais apoio, outras de menos. Cada indivíduo possui características, habilidades e desafios únicos.

O TEA é classificado em níveis 1, 2 e 3, conforme a necessidade de apoio:

  • Nível 1: precisa de pouco suporte;
  • Nível 2: necessita apoio moderado;
  • Nível 3: demanda apoio mais intenso e contínuo.

Essa classificação ajuda a direcionar o acompanhamento adequado.

Dados do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA) mostram que o Brasil realizou, em 2021, 9,6 milhões de atendimentos em ambulatórios, para pessoas com autismo, sendo 4,1 milhões ao público infantil com até 9 anos de idade.


O que é exatamente a Síndrome de Down?

A Síndrome de Down é uma condição genética (não é uma doença!!!), presente desde o nascimento. Portanto, não é algo que se “pega”, nem algo que precise de cura.

Ela acontece quando a pessoa possui um cromossomo 21 a mais em suas células.

Normalmente, todos nós temos 46 cromossomos, organizados em 23 pares. Já a pessoa com Síndrome de Down possui 47 cromossomos, porque há uma cópia extra do cromossomo 21.

Esse cromossomo adicional influencia algumas características físicas (olhos amendoados, ponte nasal mais achatada, rosto arredondado, orelhas pequenas implantadas um pouco mais baixas, língua mais proeminente, pescoço mais curto, mãos menores, baixa tonicidade muscular) e também pode afetar o desenvolvimento intelectual. Algumas características físicas são comuns, mas o que realmente define cada pessoa com síndrome de Down é a sua individualidade, seus talentos e sua capacidade de aprender e se desenvolver.

Hoje sabemos que, com estímulo, apoio familiar e inclusão, pessoas com Síndrome de Down podem estudar, trabalhar, desenvolver talentos e ter uma vida ativa na sociedade.

O Dia Mundial da Síndrome de Down é celebrado em 21 de março porque a data representa justamente a alteração genética que caracteriza a síndrome. O número 21/03 faz referência à trissomia do cromossomo 21, ou seja, a presença de três cromossomos 21, em vez de dois.

A data foi criada para promover conscientização, combater o preconceito e valorizar a inclusão das pessoas com Síndrome de Down na sociedade. Nesse dia, em muitos lugares do mundo, acontecem campanhas e eventos educativos.


O que é epilepsia de forma simples e objetiva?

A epilepsia é um transtorno neurológico crônico caracterizado por crises recorrentes. Essas crises são causadas por descargas elétricas excessivas e anormais no cérebro, que podem resultar em uma variedade de sintomas, incluindo perda de consciência e alterações comportamentais, nos movimentos e percepção.

Uma crise isolada pode acontecer por diversos motivos, como febre alta, infecção ou alteração metabólica. Para ser considerada epilepsia, é necessário que a pessoa tenha crises não provocadas e recorrentes.

Ou seja, nem toda convulsão é epilepsia e nem toda epilepsia tem convulsões – as crises podem ser de vários tipos diferentes.

 

Todas as pessoas com deficiência são iguais?

Não. Cada pessoa é única, com sua própria história, habilidades, interesses e necessidades. Mesmo indivíduos com o mesmo diagnóstico podem apresentar recursos e níveis de independência completamente diferentes. Por isso, é fundamental que o atendimento e o envio sejam individualizados, respeitando as particularidades de cada pessoa e valorizando seu potencial.


A deficiência impede uma vida independente?

Não necessariamente. A independência varia de acordo com o tipo e o grau da deficiência, além das oportunidades oferecidas ao indivíduo. Com estímulos funcionais, acesso à educação, reabilitação e apoio familiar e social, muitas pessoas com deficiência desenvolvem autonomia para realizar atividades do dia a dia, estudar, trabalhar e tomar decisões sobre sua própria vida.


Qual a importância da reabilitação?

A reabilitação é essencial para promover o desenvolvimento de habilidades, funcionalidade e qualidade de vida da pessoa com deficiência. Por meio de uma equipe multiprofissional, são trabalhadas em diferentes áreas, como motricidade, comunicação, cognição e aspectos emocionais e sociais. Esse processo contribui para a autonomia, inclusão social e participação ativa na comunidade, respeitando sempre o ritmo e as necessidades de cada indivíduo.


A deficiência física afeta a inteligência?

Não. A deficiência física está relacionada a aspectos motores e funcionais do corpo, e não interfere, necessariamente, na capacidade cognitiva. Pessoas com deficiência física podem ter pleno desenvolvimento intelectual, estudar, qualificar-se e atuar em diversas áreas profissionais, desde que tenham acesso às condições adequadas.


Como a sociedade pode contribuir para a inclusão?

A inclusão é um compromisso coletivo e começa com atitudes simples, como o respeito às diferenças, a empatia e a valorização das capacidades de cada pessoa. Além disso, é fundamental investir em acessibilidade, tanto física quanto comunicacional, garantindo que todos tenham acesso a espaços, serviços e oportunidades. Combater o preconceito e promover informação de qualidade também são passos importantes para uma sociedade mais justa e inclusiva.


Pessoas com deficiência podem estudar e trabalhar?

Sim. O acesso à educação e ao trabalho é um direito garantido, e cada vez mais pessoas com deficiência estão inseridas em escolas, universidades e no mercado de trabalho. Com adaptações adequadas, apoio profissional e ambientes inclusivos, elas podem desenvolver suas habilidades, contribuir socialmente e conquistar autonomia financeira.


Por que falar sobre deficiência é importante?

Falar sobre deficiência é fundamental para promover conhecimento, reduzir preconceitos e fortalecer a inclusão. A informação ajuda a desconstruir ideias equivocadas e incentiva a sociedade a reconhecer os direitos e as potencialidades das pessoas com deficiência. Quanto mais se fala sobre o tema de forma responsável e respeitosa, maiores são as chances de construir um ambiente mais acessível, acolhedor e justo para todos.

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